janeiro 03, 2012

Pensamentos de Krishnamurti

Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontra-la.
( J. Krishnamurti )
A inteligência não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança".
( J. Krishnamurti )
A inteligência tem harmonia em si mesma.
( J. Krishnamurti )
A inteligência usa o pensamento.
( J. Krishnamurti )
A mente ou organismo, o pensamento, o cérebro com todas as suas memórias, experiências e tudo isso, que é tudo do tempo. E a mente diz "Posso chegar a isso?". Ela não pode. Então eu digo a mim mesmo "Como ela não pode, ficarei quieto".
( J. Krishnamurti )
Então a inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de todo.
( J. Krishnamurti )
Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a inteligência de lado.
( J. Krishnamurti )
Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?
( J. Krishnamurti )
Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência.
( J. Krishnamurti )
Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o sentimento religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso.
( J. Krishnamurti )
Então, como ser humano, eu ficaria preocupado apenas com essa questão central. Eu sei o quão confusa, contraditória, desarmoniosa a vida está. É possível modificar isso de modo que a inteligência possa funcionar em minha vida, de modo que eu possa viver sem desarmonia, de modo que o ponteiro, a direção seja guiada pela inteligência? Esse talvez seja o porquê de as pessoas religiosas, em vez de utilizarem a palavra inteligência, terem utilizado a palavra Deus.
( J. Krishnamurti )
Essa questão surgiu e eles dizem "Tudo bem, então eu devo controlar o pensamento, subjugar o pensamento e devo tornar minha mente quieta de modo que ela se torne inteira, então eu poderei ver as partes, todos os fragmentos, então eu tocarei a fonte.". Mas isso ainda é a operação do pensamento.
( J. Krishnamurti )
Esse é o ponto. Pensamento, matéria e inteligência, têm eles uma fonte comum? (longa pausa) Acho que têm.
( J. Krishnamurti )
Eu acho que isso é o que realmente ocorre. Quando você estava falando comigo - eu estive percebendo - eu não estava escutando muito suas palavras. Eu estava escutando você. Eu estava aberto a você, não a suas palavras, o que você explicou e etc. Eu disse a mim mesmo, tudo bem, abandone tudo isso, eu estou ouvindo você, não as palavras que você usa, mas o significado, a qualidade interior do seu sentimento que você queria me comunicar.
( J. Krishnamurti )
Eu aprenderei como estar quieto; aprenderei como meditar com o objetivo de ficar quieto. Eu vejo a importância de se ter uma mente que seja livre do tempo, livre do mecanismo do pensamento, eu a controlarei, a subjugarei, expulsarei o pensamento. Mas isto ainda é operação do pensamento. Isso está muito claro. Então o que ela deve fazer? Porque um ser humano vive nessa desarmonia, ele deve questionar isso. E isso é o que estamos fazendo. Como começamos a questionar isso, ou no questionar, chegamos a essa fonte. É ela uma percepção, um insight, e esse insight não tem nada, coisa alguma a ver com o pensamento? É o insight o resultado do pensamento? A conclusão de um insight é pensamento, mas o insight propriamente não é pensamento. Assim, eu obtive uma chave para isso. Então o que é insight? Posso convidá-lo, cultivá-lo?
( J. Krishnamurti )
Isso é afeição, isso é amor. Quando você fala à minha consciência desperta, ela é dura, esperta, sutil, aguda. E você a penetra, penetra-a com seu ver, com sua afeição, com todo o sentimento que tem. Isso opera, nada mais.
( J. Krishnamurti )
Ler nas entrelinhas.
( J. Krishnamurti )
Liberdade para ver. A liberdade não existe quando há fragmentos.
( J. Krishnamurti )
Mas veja, o pensamento tem dominado o mundo. Você entende? - dominado.
( J. Krishnamurti )
Nunca perceberam que foram pegos no pensamento.
( J. Krishnamurti )
Não pode dividir a si mesma como "minha inteligência" e "sua inteligência". Ela é inteligência, não é divisível. Agora ela brotou de uma fonte de energia que dividiu a si mesma.
( J. Krishnamurti )
O cérebro barulhento não é inteligente, é claro!
( J. Krishnamurti )
O cérebro é apenas um instrumento.
( J. Krishnamurti )
O pensamento e seu campo de segurança, seu desejo por segurança, criou a morte como algo separado dele mesmo.
( J. Krishnamurti )
O pensamento sabe, está muito bem consciente de que não é imortal.
( J. Krishnamurti )
O pensamento tem que ter segurança; está procurando por segurança em todo o seu movimento.
( J. Krishnamurti )
O pensamento é mecânico; sendo mecânico, pode se mover em direções diferentes e tudo o mais. É a inteligência mecânica? Coloquemos dessa forma.
( J. Krishnamurti )
O pensamento é um processo material, e qual é a relação entre ele e a inteligência? É a inteligência um produto do pensamento?
( J. Krishnamurti )
O pensamento, o intelecto, domina o mundo. E portanto a inteligência tem um lugar muito pequeno aqui. Quando uma coisa domina, a outra tem de ser subserviente.
( J. Krishnamurti )
Ou seria a inteligência a quietude do cérebro?
( J. Krishnamurti )
Pensamento, matéria, o mecânico, é energia. Inteligência também é energia. O pensamento está confuso, poluído, dividindo a si mesmo, fragmentando a si mesmo.
( J. Krishnamurti )
Portanto eu diria que o pensamento deve estar completamente quieto para o despertar da inteligência. Não pode haver um movimento de pensamento e ocorrer o despertar da inteligência.
( J. Krishnamurti )
Se o cérebro não estiver harmonioso, a inteligência pode funcionar?
( J. Krishnamurti )
Veja, os Hindus têm a teoria de que a inteligência, ou Brahman, existe eternamente e que é coberta pela ilusão, pela matéria, pela estupidez, por todos os tipos de coisas errôneas criadas pelo pensamento. Eu não sei se você iria tão longe assim.
( J. Krishnamurti )
o pensamento não pode ver a si mesmo morrer.
( J. Krishnamurti )
o que é a fonte? Pode o pensamento encontrá-la? E ainda assim o pensamento nasceu dessa fonte; e a inteligência também. São como dois fluxos se movendo em direções diferentes.
( J. Krishnamurti )
todo o mundo ocidental é baseado na medida; e o mundo oriental tentou ir além dela. Mas eles utilizaram o pensamento para isso.
( J. Krishnamurti )
Ó, isso está muito claro. Prazer, conforto, segurança física, primeiro de tudo segurança física: segurança no relacionamento, segurança na ação, segurança...
( J. Krishnamurti )
 http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-j-jkrishnamurti.html

Jiddu Krishnamurti - O Ser

O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. O importante é o ser e não o vir a ser; um não é o oposto do outro, havendo o oposto ou a oposição, cessa o ser. Ao findar o esforço para vir-a-ser, surge a plenitude do ser, que não é estático; não se trata de aceitação; o vir-a-ser depende do tempo e do espaço. O esforço deve cessar; disso nasce o ser que transcende os limites da moral e da virtude social, e abala os alicerces da sociedade. Esta maneira de ser é a própria vida, não mero padrão social. Lá, onde existe vida, não existe perfeição; a perfeição é uma idéia, uma palavra; o próprio ato de viver e existir transcende toda forma de pensamento e surge do aniquilamento da palavra, do modelo, do padrão.
(Jiddu Krishnamurti)

Krishnamurti A-Verdade-é-uma-terra-sem-caminho

Obras de Krishnamurti publicadas pela Cultrix:

KRISHNAMURTI (Jiddu Krishnamurti) nasceu no Sul da Índia em 1895 e foi educado na Inglaterra. Embora não tenha ligações com nenhuma organização filosófico-religiosa nem se apresente com títulos universitários, vem fazendo conferências para grupos de líderes intelectuais nas maiores cidades do mundo, há já várias dezenas de anos. Além dos volumes editados pela Cultrix, grande número de publicações, de palestras e conferências suas foram lançadas em português, com êxito igual ao obtido quando publicadas em espanhol, francês, alemão, holandês, finlandês e vários outros idiomas, além do original inglês.

Obras de Krishnamurti publicadas pela Cultrix:

O Começo do Aprendizado
Comentários Sobre o Viver
A Cultura e o Problema Humano
O Descobrimento do Amor
Diálogos Sobre a Vida
Diário de Krishnamurti
A Educação e o Significado da Vida
Fora da Violência
O Homem e seus Desejos em Conflito
O Homem Livre
A Importância da Transformação
liberte-se do Passado
A Mente sem Medo
O Mistério da Compreensão
A Mutação Interior
Uma Nova Maneira de Agir
Novos Roteiros em Educação
Palestras com Estudantes Americanos
O Passo Decisivo
Perguntas e Respostas
A Primeira e Ultima Liberdade
Que Estamos Buscando?
A Rede do Pensamento Reflexões Sobre a Vida
A Suprema Realização

Obras de Krishnamurti publicadas pela Instituição Cultural Krishnamurti:

A Essência da Maturidade
Onde Está a Bem-Aventurança
O Novo Ente Humano
A Questão do Impossível
A Outra Margem do Caminho
A Luz que não se Apaga
Como Viver Neste Mundo
A Libertação dos Condicionamentos
Encontro com o Eterno
O Despertar da Sensibilidade
O Vôo da Águia

Skoob NicDias

Pense Nisso - Jiddu Krishnamurti

A Mente Sem Medo - Jiddu Krishnamurti

A Beleza da Música Relaxante

Introdução à Filosofia Espírita - J. Herculano Pires

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