julho 04, 2013

A crise da humanidade

A crise da humanidade

A crise da humanidade

DESDE o primeirdia e em toda a duraçã destareuniões,esperque todos sejamos aplicados. É de crer que maioria des veio ter aqui com idéia de passar umas horade folga, olhando osmontes e as montanhas, os vales verdejantes e as águas correntes; parafruir um pouco de sossego, encontrarse com amigos, palestrar divertir-se um pouco. Tudo isso está muito certo, mas, para que estas reuniõesnos sejam verdadeiramente proveitosas e significativas, devemos terseriedade.
Problematremendoestãdesafiandos entehumanose, vivendnestmundoinsanestúpido, cabe-nos ser ponderados. Os que, no âmago do próprio ser, orealmente ardoroso o por efeito dneurose oem conformidade com um dadoprincípio ocompromisso  esses demonstram possuir aquela peculiar e indispensávelseriedade.
Observando o que se está passandno mund estudanteem revolta,ameaças de guerra, pobrezextremaódios e distúrbioraciaisetc sentimo-noconfusosTemoouvidexplicações inúmeras, dadas por filósofos, pelosintelectuaispelos teólogos, sacerdotes, sociólogos, pelas burocracias organizadas, etc.Mas, explicações nos o de pouca utilidade; e, mesmo quando conhecemos a causade todas essas perturbações, nem por isso estamos habilitados resolver problema.Durante estas reuniões, seremos, como indivíduos e como entes humanos, pessoasresponsáveis. Iremos descobrir se há possibilidade de resolvermos os problemas denossa existência, agitação, o caos, a aflição e o imenso sofrimento nela existentes,interior e exteriormenteCumpre-nos, evidentementedissipar a escuridão que criamosem nós mesmos e em outros. E esta é a razão por que, no meu sentir, devemos terseriedade.
Há indivíduos que o sérios utanto neuroticamente; pensam que, seguindo certosprincípios ou uma certa crença, dogma ou ideologia, e praticando- os persistentemente,o pessoas sérias. Mas, o são sérios esses indivíduos; eles crêem, e sua crençagera um peculiar estado de desequilíbrio. Devemos, pois, estar sumamente vigilantes,para sabermos o que significa "ser sério".
-se que aideologias exercem uma extraordinária influência nvida do homem,em todo mundo, e que essas ideologias estão dividindo os homens em grupos -republicanos, democratas, "a direita", "a esquerda", etc. Elas separam os homens e, porsua própria natureza, se convertem em "autoridade". Os que, nessas ideologias,assumem o poder, o exercem tiranicamente, democraticamente, ou cruelmente; isso sepode observar em todo o mundo. Ideologias, princípios e crenças o só dividem oshomens em gruposmas também impedem, efetivamente, cooperação, qual érealmente necessária neste mundo: cooperar, trabalhar juntos, atuar juntos - não, umatuando de uma maneira, porque pertence um dado grupo, outro atuando dmaneiradiferente A divisão resulta inevitavelmente da crença numa ideologia. A ideologia, sejacomunista, seja socialista, capitalista, etc., separa os homens e gera conflito.
O "ideologista" o é um homem sério; o enxerga as consequências de suaideologia. Para ser sério, ele tem de repudiar, completa e totalmente, as divisõesnacionais e religiosas, rejeitar tudo o que é falso; terá então, talvez, a possibilidade detornar-se real e verdadeiramente  sério. Cabe-nos construir um mundo de todo diferente  - um mundo sem nenhum ponto de contato com o mundo atual, de desatinos conflitos,de competição, crueldade, brutalidade e violência.
Só a pessoa religiosa é verdadeiramente revolucionária. o há outrorevolucionário; ainda que um homem se diga revolucionário da extrema esquerda ou docentro, o é revolucionário. Aquele que se diz da "esquerda" ou do "centro" estáocupado com apenas um fragmento da totalidade eainda, quebrando esse fragmentoem outras e diferentes partes; o é de modo nenhum uma pessoa verdadeiramenterevolucionária. homem autenticamente religioso  no sentido profundo dessa palavra é que é o verdadeiro revolucionário, porquanto está fora da esquerda, da direita oudo centro. Compreender isso e cooperar é estabelecer uma ordem social diferente. Sepudéssemos lançar fora todas aquelas infantilidades, penso que poderíamos tornar-nos"o sal da terra". Esta é a única razão por que aqui estamos reunidos; o há outra razão.s o ides ganhar nada de mim, nem eu de vós. O que é absolutamente essencial nãopode achar-se em torno duma ideologia. Isso me parece bem óbvio, historicamente narealidade de cada dia. O que está sucedendo no mundo mostra-nos a divisão e o conflitodas ideologias. Nenhuma ideologia, por superior e grandiosa que seja, pode promovera cooperação; poderá criar uma tiranidestruidora, da direita ou da esquerda, mas demodo nenhum estabelecer a cooperação da compreensão  e do amor. Só hácooperação quando nenhuma autoridade existe. Esta é uma das coisas maisperigosas do mund  "autoridade". Sempre se assume autoridade em nome deuma ideologia, ou em nome de Deus ou da Verdade; e o indivíduo ou o grupo queassumiu tal autoridade o tem aptidão para estabelecer uma ordem mundial.
Esperestejaiescutandsevodeixardemesmerizapopalavraou,quiçápela "intensidade" do orador; que estejais participando nessas coisas junto comele. Portanto, desde o começo destapalestrasdevemocompreendebemclaramentpelo meno este pontoa seriedadnão exige aceitação da autoridade,inclusive a deste orador. Certas pessoa infelizmente vindas do Oriente  alegamter tido extraordinária experiências e ser capazes de mostrar o caminho a outros,ensinar-lhes uma certa palavra que lhes possibilitará meditar da melhor maneira. o seisvos deixasses cair em tais armadilhas  como tem acontecido a muita gente, amilhares e milhões de pessoas. Essa autoridade impede um ente humano de ser "a luzde smesmo". Quando cada um de s for sua própria luz, só então estaremos aptos acooperar a amar só entã haverá  um estad de comunhã entr nós.  Mas setende vossa particular autoridade, seja autoridade de um indivíduo, seja de umaexperiência que s mesmos conhecesses, então essa experiência, essa autoridade,essa conclusão, essa posição fixa vos impedirá a comunhão. Só a mente que está defato livre pode comungar, cooperar.
Durante estes dias, peço-vos vos mostreis verdadeiramente judiciosos, oaceitando a autoridade de ninguém, nem aquela que em s mesmos cultivasses,baseada na experiência, no saber, nas numerosas conclusões que chegasses, etampouco autoridade deste orador. Só quando livre, realmente livre, uma pessoa écapaz de aprender; ela é, então, ao mesmo tempo instrutor discípulo. Muito importacompreender isto, porque é desta matéria que vamos tratar em todos estes diálogos epalestras.
Cada um de s deve ser, para si próprio, tanto instrutor como aquele que éinstruído. Isso só se torna possível quando se percebe a importância de vermos, deobservarmos, por s mesmos, as coisas tais como são. Em geral, estamos poucocientes de nosso interior. o sei se já observastes as pessoas que estão sempre falarde si; da posição que si próprias atribuem na vida: "Eu, em primeiro lugar; tudo mais ésecundário. Para que possa haver cooperação, comunhão e comunicação  entre nós,é claro que tem de desaparecer essa barreira — "Primeiro eu, e tudo mais ésecundário." O "eu" assume desmedida importância s manifest d inúmeras maneiras Ei porqu s tornperigosa as organizações embora  tenhamosnecessidad de organização Os que  se acha à test de um organizaçã ouempunha o pode da organização se tornam gradualmente a fonte da "autoridade".   Ecom tais pessoas é impossível cooperar, comungar.
s  temo de cria u mund novo Ist   mera palavras um mera idéia temos realmente de criar um mundo totalmente diferente, onde, como enteshumanos, o vivamos batalhar uns contra os outros e a entredestruir-nos; onde umindivíduo o domine outro com suas idéias ou seu saber; onde cada ente humanosej realmente e o teoricamentelivre. Porque  só nessa liberdad se podeestabelecer ordem no mundo. Vamos, pois, se possível, desembaraçar-nos da rede quetecemos em redor de s mesmos, a qual impede a cooperação, a qual nos separa e criatanta ansiedade, e tristeza, e isolamento.
Seria verdadeiramente maravilhoso se, nencerramento destas reuniões, cada umds pudesse partir daqui dizendo: "Tenho-a" (a liberdade). Isso o significa "possuí-la", mas, sim, que, por s mesmos, tereis visto que sois totalmente livre, que vostornastes um ente humano cheio dvitalidade, energia, clareza, "intensidade"Issopoderá parecemuito; mas, a menos que aconteçacontinuaremoa criar no mundoaflições seconta, e guerras, como a que ora se está travando, pela qual somos s osresponsáveis, e o os americanos os norte-vietnamitas; cada ente humano é por elaresponsável. E os que porventura vivem neste país, onde há tanta segurança, essestambém o responsáveis. somos igualmentresponsáveis pela divisão que estáocorrendo no mundo, o apenas ideologicamentemas também religiosamenteVede,pois, por favor, que temos de devotar nossa mente e nosso coração a, esse trabalho.Ele o exige muito esforço intelectual. O intelecto nunca resolveu coisa alguma; podeinventar teorias, explicações, pode enxergar fragmentação e criar mais fragmentos,mas, sendo ele próprio um fragmento, o pode resolver o problema da existênciahumana. Tampouco podem resolvê-lo o emocionalismo e o sentimentalismo - que otambém reações de um fragmento.
Só podemos agir totalmente (não fragmentariamente), quando vemos problemahumano em seu todo, e o apenas fragmentos dele. Qual é, pois, o problema? Qual é oproblema humano total, essencial, que, uma vecompreendido, uma vez visto, assimcomo se vê uma árvore ou uma nuvem formosa, todos os demais problemas serãoresolvidos? Nessa base, pode-se agir. Que é essa percepção total, esse ver total? Euvos estou perguntando, e cabe-vos achar a resposta. Se esperardes por minha resposta,para a aceitardes, resposta o será entãvossa, e eu me tornarei  "autoridade coisa que detesto. Assim, qual a vossa resposta, como ente humano que vive nestemundo cheio de agitação, de perturbações, revoluções, onde há estaterrívedivisãentros homensuma sociedadimorala imoralidadreligiosdossacerdotesao verdes tudo isso estendido à vossa frente, ao verdes a agonia do homem qual é vossa resposta? Como agis, em face desse problema? Ou, por pertencerdes auma parte, um fragmento, quereis converter os demais fragmentos ao vosso própriofragmento (o que, afinal, é uma infantilidade); ou percebeis a fragmentação, esseprópriver dá-voumpercepçãtotalQuaé, poisparvóso problemessencialaquestão essencial, o desafio único, que, se for completamente resolvido, todos osoutros problemas se dissolverão, serão compreendidos ou superados?
o achais verdadeiramente interessante descobrirdes o problema essencial davidseserdes guiad pel psicólogo  filósofo  teólogo o po Krishnamurti  seserde guiad por  ninguém: descobri-lo por s mesmos? Como odescobrireisTalvez o tenhais pensado nisso, ou, se pensastes, como ireisdescobrir esse essencial requisito ou problema? Ireis perguntar a outrem? Não,decerto, porque isso é buscar uma autoridadeO que a autoridade diz o temrealidade; o que interessa é o problema máximo, e s é que tendes de descobri-lo.Se o estais a procurar ninguém para ajudar-vos a descobrir problema central, oproblema verdadeiro, que fareis então? Como o ireis descobrir? Vede, por favor, queesta é uma pergunta muito séria.
Em primeiro lugar, algum de s já fez a si próprio tal pergunta, já perguntou a sipróprio se existe um problema essencial, cuja compreensão dará a solução de todos osoutros problemas secundários? Se a o fizestes, então eu a faço. E, se a escutaicomo espero esteja is fazend— como ireis descobrir aquele problema essencial? Pormeio dpensamento pelo refletir nele pensar em cada problema, cada particularidade,cada fragmento, absorvendo- vos cada vez mais nesse trabalho e chegando, por fim, auma conclusão: "Eis o problema essencial"? Pode o pensamento ajudar-vos? Podeuma indicação, por mais sutil que seja, ajudar-vos? Porque, se dela dependerdes, vosvereis novamente perdido. Assim, pensar respeito daquele problema o dará asolução, dará?
Qual a naturez do pensamento O pensamento com se pode observar, brota  da memória acumulada. Observaesse fato em s mesmos! O desafio é este:Qual é a problema essencial da vida? Um desafio novo; se a ele "respondeis" com baseno pensamento, vossa resposta procede da memória acumulada e, por conseguinte, do"velho". Isso é bem claro, não?
Se me conservapegadao meu hinduísmo e às respectivasuperstições,crenças,  dogmas, tradições e demais absurdos  e surge à minha frente uma coisanova, só sou capaz de "responder" com base no "velho"Masvendquessrespostado "velhoo  represento meide descobrio problema essencialo quermaisdependedo pensamentoseja da pesso maieruditaseja de meu própriopensamento. Ponho, assim, de lado (por favor, fazei-o, enquanto falamos),completamente, o emprego do pensamento como meio de descobrimento. Isso épossível? Parece fácil  mas, podeis fazê-lo? Isso significa  em presença de umdesafio totalmente novo  olhá-lo com olhos novos, com lucidez. E o pensamento, pormais racional e sagaz e douto que seja, o traz esclarecimento. Vejo, pois, que opensamento o é o meio de descobrir "o essencial" e, portanto, o pode participarnesta busca, nesta investigação. Sois capaz disso (pôr de lado pensamento)? Se sois,isso significa que pensamento, que é velho está sempre interferir, deixa de impor-see de dominar. E, então, que sucede? Verificai-o s mesmos, por favor. Quando já nãoestais a buscar com base em vosso condicionamento, isso significa que alijastes toda acarga do passado.
O que estou tentando comunicar-vos é com efeito muito simples. Compete-vosdes cobrir uma nova maneira de viver e de agir, descobrir o que significa o amor. E,para esse descobrimentopodeis servir-vodos velho instrumentoqupossuís: ointelectoas emoções, a tradiçãoTemomanejado eutilizadcontinuamentesseinstrumentos, e   conseguimocriar umundodiferenteumnova mentalidadePortanto, eles o de todo inúteis. m seu valorpróprio em certos níveis da existência, mas o valem nada quando se trata dedescobrir uma maneira de viver totalmente nova. Em outras palavras: crise atual ose acha no mundo, mas em nossa própria consciência. o se trata de descobricomor fim à  guerra, ou reformar as universidadesou dar mais trabalho ou menos trabalhoe maiores salários, etc. Nesse nível o se encontra nenhuma solução; toda reformaproduz mais complicaçõesA crise está na própria mente, na vossa mente, na vossaconsciência. E, a menos que saibais reagir a essa crise, a esse desafio, tornareiconsciente ou inconscientement cada vez maiores a confusão, a aflição, a imensaangústia já existentes.
Nossa crise se acha na mente, em nossa consciência, e a ela compete-nos reagirtotalmente. Qual  verdadeir reaçãoqua problem essencialObviamente,comjá vimospensamentoneste particular, o pode ajudar-nos. Mas isso osignifica que tenhamos dficar num estado vago, como que sonhar, embotados.Quando já o fazeis uso do pensamento para descobrirdes o problema essencial davida, que sucede em vossa mente? Compreendeis esta pergunta?  estamos emcomunicação uns com ooutros? Responde "sim ou "não" Para  estarmo emcomunicação em comunhão temo de encontrar-nos no mesmo nível, ao mesmotempo, com a mesma intensidade  como no amor. Se respondei "sim", issosignifica que, por ora, rejeitasses o pensar como meio de descobrir. Então, s e eu, quevos falo, estaremos no mesmo nível. Achamo-nos todos interessados em descobrir e oestais esperando que eu vos diga nada. Ao dizerdes alguém "amo-te", ou o dizeisindiferentemente, sem sinceridade  ou dizeis com intensidade, com ardor  se aoutra pessoa se mostra indiferente, o há então comunhão entre ambos. Só é possível acomunhãquandambaas partese mostraigualment"intensas"e oindiferentes ou reservadasQuando um e outro o generosamente, isso produz umaextraordinária "intensidade"; já o há "um que dá e outro que recebe".
Assim, que pensais, que sentis, que vos parece ser o problema essencial da vida?Vamodeixaest questã para a próximterça-feiraPrecisais dtempparsobrela refletirdes, conversardes com outras pessoas, ou desejaissentar-vos à sombra de uma árvore ou em vosso quarto e deixá-la vir a s? Se estaiscontando com a ajuda do tempo, o tempo em nada vos ajudará. tempo é a coisamais destrutiva que há.
INTERROGANTE: Dissestes que o pensamento é um produto da memória. Ora,percebo muito bem que a maioria de meus pensamentos o muito condicionadosmas o estou bem certo de que seja impossível haver outra espécie de pensamento.

KRISHNAMURTI: ExistpensamentqusejcondicionadoOtode qualquer pensamento é condicionado? Ora, todo pensamento é, obviamente, reação damemória, reação da tradição, do conhecimento, da experiência, acumulados. 
Qual vos parece ser o problema essencial da vida?

INTERROGANTE: Criar a harmonia.

KRISHNAMURTI: Onde - dentro de nós, fora de nós, ou dentro e fora de nós?Como podemos criar harmonia fora de nós, se o a temos dentro de nós? A harmoniainterior é a que deve vir primeiro, o a exterior. É este o problema essencial? Ou, oé provável que a harmonia seja um resultado, e o um fim em si? Ela é, acontece! Écomo gentestar gozando saúde sair para dar um passeio. Pode-se buscar aharmoni com u fiesiNós temode descobria harmoniem smesmosIsso reque nos examinemos profundamente, poinesta questão estãoimplicados nossas contradições, esforços, disciplinas. Dizeis que a questão essencialpode ser a harmonia, mas talvez seja o prazer. Atentai nisso que acabamos de dizer aquestã essencia bem  pod ser, na maiori dos casos a ânsi de praze e dacontinuaçã fortalecimento dprazer - do prazer que me vem da segurança, daexperiência sexual, etc. O prazer é um produto da deliberação,  e o uma coisa em si.o sei se me estais entendendo bem. Encontro prazer fazendo alguma coisa; fazê-lame proporciona prazer; por conseguinte, esse "fazer" que me dá prazer é importante. Oprazer o é um fim em si, porém o resultado de um certo ato. É, então, este odesafio, questão essencial?
Considerai, por favor, o mundo, considerar tudo o que nele está ocorrendo espantoso progresso tecnológico, guerras, sociedade próspera e a miséria, naçãoque luta contra outra nação, para sua própria segurança, sua glória, etc. etc.
Tudissestá ocorrendbeà vossfrenteSe o olhásseis objetivamenteassimcomo examinais um mapa, teríeis a resposta.

INTERROGANTE: O desafio ou questão essencial é a responsabilidade que asrelações impõem.

KRISHNAMURTI: "A responsabilidade que as relações impõem" - será isso?

INTERROGANTE: Em parte, apenas.

KRISHNAMURTI: Sim, outra vez, um fragmento. "Relações"  que significa isso? estais em relação com pessoas, com indivíduos, com mundo, natureza, com tudo oque está acontecendo? Como se pode estar em relação com tudo o que está ocorrendo -o apenas com vossa esposa ou marido: com tudo que está acontecendo no mundo?Como é possível isso, se estais isolado, se todos os vossos pensamentos, ações,ocupações, palavras, vos estão isolando  quer dizer: "primeiro eu, e o resto que vá parao inferno"?
Bem, por hoje temos de parar. Mas, "ficai" com esta questão, aplicai vossa mente evosso coração a ver o mundo tal qual é, e o como pensais deveria ser. Vendo-oclaramente, esse próprio ver poderá dar-vos a resposta.

7 de julho de 1968.

Krishnamurti em "Liberte-se dos Condicionamentos"

Jiddu Krishnamurti - O Ser

O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. O importante é o ser e não o vir a ser; um não é o oposto do outro, havendo o oposto ou a oposição, cessa o ser. Ao findar o esforço para vir-a-ser, surge a plenitude do ser, que não é estático; não se trata de aceitação; o vir-a-ser depende do tempo e do espaço. O esforço deve cessar; disso nasce o ser que transcende os limites da moral e da virtude social, e abala os alicerces da sociedade. Esta maneira de ser é a própria vida, não mero padrão social. Lá, onde existe vida, não existe perfeição; a perfeição é uma idéia, uma palavra; o próprio ato de viver e existir transcende toda forma de pensamento e surge do aniquilamento da palavra, do modelo, do padrão.
(Jiddu Krishnamurti)

Krishnamurti A-Verdade-é-uma-terra-sem-caminho

Obras de Krishnamurti publicadas pela Cultrix:

KRISHNAMURTI (Jiddu Krishnamurti) nasceu no Sul da Índia em 1895 e foi educado na Inglaterra. Embora não tenha ligações com nenhuma organização filosófico-religiosa nem se apresente com títulos universitários, vem fazendo conferências para grupos de líderes intelectuais nas maiores cidades do mundo, há já várias dezenas de anos. Além dos volumes editados pela Cultrix, grande número de publicações, de palestras e conferências suas foram lançadas em português, com êxito igual ao obtido quando publicadas em espanhol, francês, alemão, holandês, finlandês e vários outros idiomas, além do original inglês.

Obras de Krishnamurti publicadas pela Cultrix:

O Começo do Aprendizado
Comentários Sobre o Viver
A Cultura e o Problema Humano
O Descobrimento do Amor
Diálogos Sobre a Vida
Diário de Krishnamurti
A Educação e o Significado da Vida
Fora da Violência
O Homem e seus Desejos em Conflito
O Homem Livre
A Importância da Transformação
liberte-se do Passado
A Mente sem Medo
O Mistério da Compreensão
A Mutação Interior
Uma Nova Maneira de Agir
Novos Roteiros em Educação
Palestras com Estudantes Americanos
O Passo Decisivo
Perguntas e Respostas
A Primeira e Ultima Liberdade
Que Estamos Buscando?
A Rede do Pensamento Reflexões Sobre a Vida
A Suprema Realização

Obras de Krishnamurti publicadas pela Instituição Cultural Krishnamurti:

A Essência da Maturidade
Onde Está a Bem-Aventurança
O Novo Ente Humano
A Questão do Impossível
A Outra Margem do Caminho
A Luz que não se Apaga
Como Viver Neste Mundo
A Libertação dos Condicionamentos
Encontro com o Eterno
O Despertar da Sensibilidade
O Vôo da Águia

Skoob NicDias

Pense Nisso - Jiddu Krishnamurti

A Mente Sem Medo - Jiddu Krishnamurti

A Beleza da Música Relaxante

Introdução à Filosofia Espírita - J. Herculano Pires

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